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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Comissão aprova texto base do Plano Nacional de Educação

A questão de gênero foi suprimida do texto; plano prevê 10% do PIB para o setor
Texto de Lígia Formenti, estadao.com.br com pequenas adequações de datas.
BRASÍLIA - A Comissão Especial da Câmara Federal aprovou  terça-feira, dia 22, o texto base do Plano Nacional de Educação (PNE) que, entre as medidas, prevê um piso para investimento no setor. A proposta estabelece que, em dez anos, o País deve investir o equivalente a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.
Pelos cálculos do relator Angelo Vanhoni (PT-PR), isso permitiria dobrar, no período, os investimentos públicos. Atualmente, o País aplica 5,1% do PIB, aí incluídos gastos dos municípios, Estados e da União. Segundo o IBGE, o PIB soma R$ 4,84 trilhões.
A votação dos destaques do projeto segue hoje quarta, dia 23. Depois de concluída, o texto será encaminhado para apreciação do Plenário da Câmara. "A mudança do piso de investimentos na área de educação somente pode mudar no Plenário. Nessa comissão, o assunto já está encerrado", disse Vanhoni, ao fim da votação.
Na reunião de hoje o grupo deverá definir o que pode ser considerado como gasto em educação. Um destaque sugere que investimentos em programas de financiamento estudantil, como Fies, em escolas especiais (destinadas, por exemplo, para pessoas com deficiência visual ou auditiva) e o Ciência sem Fronteiras fiquem fora da conta. O texto base, no entanto, permite que essa inclusão seja feita.
A definição sobre o que é gasto em educação é o último ponto polêmico a ser apreciado pela comissão. Ontem, a polêmica ficou por conta das regras do texto relacionadas à discriminação. O texto do relator recuperava a versão que já havia sido aprovada na Casa e que numa segunda etapa foi alterada pelo Senado.
Em um dos artigos, o texto previa que as diretrizes do ensino deveriam superar as desigualdades em quatro eixos: racial, regional, de gênero e de orientação sexual. Venceu a versão mais genérica, formulada no Senado, que determina "a erradicação de todas as formas de discriminação."
A votação foi pontuada pela participação de representantes de movimentos sociais, favoráveis a um texto que fazia menção direta ao combate das formas de discriminação provocadas pela orientação sexual e por grupos religiosos, que defendiam a versão mais genérica.
Defensores da retirada do termo "discriminação por orientação sexual" afirmavam que, se o termo fosse mantido, haveria chances para que escolas fossem invadidas por cartilhas voltadas para gays, bissexuais e transexuais. "Tudo com amparo legal, rotulado como promoção da igualdade de gênero", disse o deputado Antonio Bulhões (PRB-SP).

FONTE:estadao.br.

sábado, 19 de abril de 2014

Morre em Uberlândia o narrador esportivo Luciano do Valle

Jornalista passou mal no avião e foi atendido pelo Corpo de Bombeiros na chegada ao aeroporto. Morte foi confirmada pela TV Bandeirantes, onde profissional trabalhava

Morreu na tarde deste sábado, em Uberlândia, o narrador esportivo Luciano do Valle, de 70 anos. Ele foi internado em um hospital particular da cidade mineira, na tarde deste sábado (19), após passar mal durante voo até a cidade - onde faria a transmissão do jogo entre Atlético-MG e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O jornalista, que viajava de São Paulo, foi socorrido ainda no aeroporto da cidade mineira pelo Corpo de Bombeiros. A morte do narrador foi confirmada pela TV Bandeirantes, emissora na qual trabalhava (relembre narração dele no vídeo ao lado).
De acordo com informações do hospital, o narrador deu entrada direto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A causa da morte ainda não foi confirmada, e o hospital não passou mais detalhes sobre o ocorrido à reportagem. O médico que o atendeu no voo relatou à Bandeirantes que a morte foi sem sofrimento, uma "morte súbita".
O jornalista da TV Globo Marco Aurelio Souza estava no mesmo voo do narrador e contou o que se passou no avião.

- Ele não se sentiu bem durante o voo. Não teve nenhum rebuliço no avião. Ele só comunicou à comissária que não se sentia bem e pediu que, quando o avião descesse, chamassem um médico. Estava na primeira fileira. Todos os passageiros saíram, mas ele permaneceu. Quando eu saía, o comandante já tinha saído da cabine e conversava com ele indicando que tinha chamado um médico. A gente ficaria no mesmo hotel. Quem me relatava as coisas era o Fernando Fernandes, da Band. O Luciano já foi muito mal para o hospital. Meia hora depois, o Fernando me ligou para dizer que ele tinha morrido de um problema do coração - relatou o jornalista.
O repórter da Bandeirantes Fernando Fernandes também estava no voo. Ele relatou, em entrevista para a emissora, que Luciano já não se sentia bem em São Paulo, antes do embarque.

- Tínhamos o voo às 13h30m de São Paulo para Uberlândia. Ele disse que estava com dor nas costas. No meio do voo, fui lá para a frente e vi que ele não estava bem, que estava suando - comentou Fernandes.
Luciano do Valle Queiroz é natural de Campinas, trabalhava atualmente na TV Bandeirantes e foi narrador esportivo da TV Globo por onze anos. Chamado de "o melhor gol da TV", era considerado um dos principais profissionais da imprensa do país, tendo transmitido Copas do Mundo, Olimpíadas, Fórmula 1 e Fórmula Indy, além de ter sido apresentador do Globo Esporte. Foi o responsável por aumentar a programação esportiva da Band e valorizar esportes olímpicos - vôlei e basquete, por exemplo -, além de diversificar a cobertura de futebol, com espaço para divisões inferiores e jogos de veteranos.

Torcedor da Ponte Preta, Luciano iniciou a carreira na Rádio Brasil e ganhou destaque trabalhando na Rádio Nacional, em São Paulo. Pela emissora, ele participou da cobertura da conquista do tricampeonato mundial de futebol na Copa do Mundo do México. No mesmo ano, Luciano do Valle passou a fazer parte a equipe da Globo. A primeira transmissão ocorreu no basquete masculino, no Troféu Governador do Estado de São Paulo. Em 2003, ele também fez parte da equipe esportiva da TV Record. 
FONTE:http://globoesporte.globo.com/

sábado, 12 de abril de 2014

Sesapi descarta antecipar vacina, mesmo com suspeita de H1N1 no Maranhão

 

O Ministério da Saúde anunciou início da campanha no dia 22 de abril.

O Governo do Maranhão divulgou ontem (11) que sete pessoas podem está infectadas com o vírus H1N1 no Estado. Devido à proximidade com o Piauí, ascendeu o alerta das autoridades deSaúde do Estado. O Ministério da Saúde anunciou que a campanha contra a gripe irá iniciar no dia 22 de abril. 
No Piauí, entretanto, apenas alguns municípios serão incluídos nessa primeira etapa. De acordo com a coordenadora de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), Doralice Lopes, mesmo diante do alerta do Maranhão, não será possível antecipar a vacinação no Piauí. “Das pouco mais de 700 mil doses que serão destinadas ao Piauí, apenas 40% chegarão nesta terça-feira. A partir de quarta-feira, distribuiremos nas regionais para que os municípios possam iniciar suas campanhas”, explica. 
No entanto, a preocupação da Sesapi é devido ao feriado da Semana Santa. Por conta de problemas com o fornecimento de energia, a Secretaria irá encaminhar a vacina apenas para as regionais que dispõem de geradores. A medida, segundo Doralice Lopes, é necessária para evitar perdas das vacinas, caso haja suspensão de abastecimento de energia. 
No Piauí, ainda não há casos confirmados de H1N1. No entanto, na semana passada, um jovem morreu em Teresina e há suspeitas de que tenha sido infectado com o vírus. O material foi coletado e enviado ao Laboratório Adolfo Lutz para averiguação. A previsão para o recebimento do resultado é entre 10 e 15 dias. Outra pessoa, de Floriano, também está internada com Síndrome Respiratória Aguda Grave, que é um dos sintomas suspeitos da doença. 
 A pessoa que esteja com algum sintoma característico da doença [febre, mal estar, dor de cabeça, entre outros] deve procurar, de forma imediata, o posto de saúde mais próximo. “A orientação também é evitar locais com grandes conglomerados de pessoas, lavar as mãos com frequência. Se tiver gripado, sempre andar com lenços para quando espirrar, e também procurar o posto de saúde mais próximo para verificar casos suspeitos da doença”, orienta Doralice Lopes.
 A campanha de vacinação vai até o dia 9 de maio e terá como público alvo, pessoas com 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade, gestantes, puérperas [até 45 dias após o parto], grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Vale destacar também a vacinação para a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.
Fonte: Jornal O DIA / Mayara Martins

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